Limites Territoriais: Wellington do Curso intensifica luta pela revisão dos limites entre São Luís e São José de Ribamar
Assessoria de Comunicação · 11 de setembro de 2026

Deputado defende a revogação das leis estaduais de 2017 e a realização de plebiscito para que moradores de mais de 35 bairros possam decidir a qual município desejam pertencer.
A revisão dos limites
territoriais entre São Luís e São José de Ribamar segue entre as pautas
defendidas pelo deputado estadual Wellington do Curso. O parlamentar é autor do
Projeto de Lei nº 198/2026, que, segundo a proposta divulgada pelo mandato,
busca revogar as normas estaduais de 2017 que redefiniram divisas entre
municípios da Grande São Luís. As Leis nº 10.648, 10.649 e 10.650, de 2017,
alteraram os limites entre São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e
Raposa, enquanto moradores de mais de 35 bairros passaram a reivindicar uma
solução para os impactos administrativos e a dificuldade de acesso a serviços
públicos.
A pauta vem sendo acompanhada por Wellington do Curso há anos e ganhou novas ações em 2026, com reuniões junto à Defensoria Pública, à OAB-MA e às comunidades afetadas, após a promulgação da Lei Complementar Nº 230, de 15 de abril de 2026, que dispõe sobre normas gerais aplicáveis ao desmembramento de parte de um Município para incorporação a outro, limítrofe, nos termos do § 4º do art. 18 da Constituição Federal. Entre as localidades citadas estão Parque Vitória, Parque Araçagy, Parque Jair, Cohabiano, Cohatrac, Residencial Canudos Terra Livre e outras áreas da região metropolitana. Em junho, o parlamentar destacou que a questão não se resume à definição geográfica dos municípios. “Não estamos tratando apenas de limites geográficos, mas do direito das pessoas de terem acesso a infraestrutura, investimentos e serviços públicos de qualidade. Seguiremos mobilizados até que essa injustiça histórica seja corrigida e a população tenha seus direitos plenamente assegurados”, afirmou.
A proposta defendida pelo
deputado também inclui a realização de um plebiscito, para que os próprios
moradores possam se manifestar sobre o município ao qual desejam pertencer. A
necessidade de ouvir a população ganhou força em debates realizados neste ano
sobre as leis de 2017. Em fiscalização e reuniões com moradores, Wellington tem
relacionado a indefinição territorial a problemas de infraestrutura e à
dificuldade de responsabilização do poder público. Em pronunciamento anterior
na Assembleia, ao tratar da região, o parlamentar afirmou: “Devido a essa
indefinição de limite territorial, acaba que nenhum prefeito assume a
responsabilidade por essas regiões.”
Candidato à reeleição
para a Assembleia Legislativa, Wellington do Curso mantém a pauta dos limites
territoriais entre as bandeiras de sua atuação parlamentar e segue
politicamente alinhado ao projeto de Eduardo Braide para o Governo do Maranhão.
A defesa apresentada pelo parlamentar é de que a definição territorial seja
acompanhada de responsabilidade administrativa, oferta de serviços públicos e
participação direta dos moradores na decisão sobre o futuro das comunidades. Observação
importante para a publicação: eu manteria a expressão “busca revogar” em vez de
afirmar que o PL já revogou as leis, porque a proposta ainda é uma iniciativa
legislativa. Também evitaria afirmar categoricamente que “a gestão de Ribamar
não tem responsabilidade” como fato objetivo; jornalisticamente, é mais seguro
atribuir essa avaliação ao parlamentar e aos moradores.
